Sobre

Sou Felipe Cardoso, engenheiro de software brasileiro. Moro em Tóquio e trabalho com backend, infraestrutura em nuvem e sistemas distribuídos desde 2018, num caminho que passou por banco, consultoria, uma cervejaria global e, agora, uma startup de mobilidade elétrica.
Gosto de pegar um sistema inteiro para chamar de meu: entender o problema, decidir a arquitetura, escrever o código, colocar em produção e responder por ele quando quebra. Escolha de linguagem, banco de dados ou nuvem vem depois do problema, nunca antes.
Por que este blog existe
Para compartilhar o que aprendo e o que penso sobre engenharia de software e tecnologia. Os posts técnicos saem do que estou construindo de verdade, incluindo as partes que deram errado e que raramente aparecem quando se conta só a versão final. O resto é opinião: como construímos software, o que vale a pena e o que é só moda.
Escrevo em português, inglês e japonês. Os comentários são anônimos por padrão, porque discordar de mim não deveria exigir cadastro em lugar nenhum.
As opiniões publicadas aqui são minhas. Não representam nem refletem necessariamente as posições das empresas onde trabalho ou já trabalhei, nem de seus clientes.
O que estou fazendo agora
Sou engenheiro de backend e infraestrutura na eMotion Fleet, startup de Tóquio que faz software de gestão de frota e energia para operadores de ônibus elétricos no Japão, como a Nishitetsu e a Nagasaki Bus.
O coração do produto é um problema de decisão em tempo real: quanta potência mandar para cada ônibus conectado na garagem, sem estourar o limite de energia contratado e garantindo que cada veículo saia no horário com bateria suficiente. No meu primeiro mês, propus um modelo de IA para esse problema e construí o protótipo que virou o motor de decisão central da plataforma, o mesmo que ajudou a empresa a passar no primeiro teste de aceitação com cliente e a chegar ao primeiro go-live em produção, em setembro de 2025.
Fora o motor, cuido da plataforma na AWS, lidero frentes de produto do design à entrega e resolvo incidentes em produção.
Por onde passei
AB InBev, 2022 a 2024. Trabalhei no BEES, plataforma de comércio B2B com mais de 1,5 milhão de usuários e US$ 49 bilhões movimentados por ano. Construí microsserviços do programa de recompensas, que chegou a 2,3 milhões de membros com NPS +64, e a infraestrutura reutilizável em Terraform e Terragrunt que sustentou a migração da AWS para a Azure na empresa inteira. Às vésperas do lançamento na África do Sul, resolvi os problemas de produção que ameaçavam a data.
Itaú Unibanco, 2019 a 2022. Terminei lá como tech lead de uma plataforma de precificação, liderando três desenvolvedores: negociações com clientes corporativos que dependiam de planilhas e levavam horas passaram a levar minutos, com cálculo e análise de rentabilidade automatizados em C# e ASP.NET Core e interface em Angular. Antes, na prevenção a fraude, minerei padrões históricos com Python, SAS e Power BI e implementei regras de detecção em T-SQL que ajudaram a reduzir a fraude em cartão de débito em cerca de 12%.
SAS, 2018 a 2019. Consultoria de engenharia de dados: analytics anticorrupção de cartão corporativo para a Vale e previsão de oferta e demanda de combustível para a rede nacional de postos da Raízen.
Formação
- PUC Minas, pós-graduação em Arquitetura de Software Distribuído (2024-2025)
- Universidade Federal do ABC, Bacharelado em Ciência da Computação (2018-2023)
- Universidade Federal do ABC, Bacharelado em Ciência e Tecnologia (2018-2023)
Contato
Estou aberto a posições remotas com times distribuídos globalmente.
- E-mail: [email protected]
- LinkedIn: in/fehacdev
- GitHub: agnostk